sexta-feira, 29 de maio de 2009

Amada


Meu pedacinho de eu!

A notícia não soou como novidade, na verdade já era esperada, foi sendo construída aos poucos, ao longo dos dias em que uma visita mensal estava cada vez mais atrasada. Os dias se passaram, os sinais eram cada vez mais evidentes e um exame veio a comprovar, eu realmente ia ser pai. Responsabilidades, mudanças, amadurecimento... Várias são as palavras que podiam descrever essa nova etapa da minha vida, mas o que realmente pode descrevê-la é transformação. Uma nova casa, um novo ambiente, um novo modo de viver, a busca por uma vida mais estável, agora tudo se norteava na preparação da chegada de uma nova vida.

O apartamento foi sendo montado aos poucos, o dinheiro era escasso, mas tudo foi se encaixando, apareceu um novo emprego e vários outros serviços extras, ajudavam a montar cada pedacinho desse novo lar, cada detalhe era visto em diferentes cômodos, moldados por uma decoração com a cara dos novos moradores, mas o que realmente importava era um único quarto, esse sim, tinha de estar perfeito ao fim da espera dos noves meses. Com a descoberta de que era uma menininha, pinceladas de rosa foram tomando conta da metade inferior da parede, no meio um papel de parede com detalhes de bichinhos, tudo feito com delicadeza, na metade superior o branco para transparecer a paz necessária aos primeiros dias da pequenina. O berço, mesmo sem manual de instruções foi tomando forma, cada peça foi tendo seu lugar desvendado e logo estava ali montado. Uma cômoda antiga e um novo guarda roupas transpareciam os retalhos que transformariam um simples quarto, em um espaço de amor e harmonia. As roupas cuidadosamente lavadas e passadas foram sendo guardadas, os brinquedos se acomodavam nos espaços vazios e a cadeira de balanço estava lá, prontinha para a mamãe amamentar.

A espera chegava ao fim em um cenário clichê de filmes americanos, na madrugada do dia 3 de novembro por volta da uma hora da manhã a bebê dava os primeiros sinais de que estava preparada para vir ao mundo, enquanto a mamãe transparecia a pura tranqüilidade, o pai quase não podia acreditar que chegará a hora. A confirmação veio pelo telefone em rápidas palavras da obstetra, era o momento de ir ao hospital. A mala estava pronta, o telefone do táxi grudado na geladeira, a noite clara pela lua e o caminho livre para chegarmos ao local do nascimento. Após algumas horas de dor a mamãe foi levada a sala de parto, o papai como já havia planejado a acompanhou, contrariando todos que diziam que ele podia fraquejar. Pouco tempo depois nasceu, em uma sala onde o único homem era o pai, as médicas e enfermeiras se emocionaram com a beleza daquele nascimento rodeado de emoção. Antes mesmo do rompimento do cordão umbilical, a pequenina foi colocada nos braços da mamãe e sendo acariciada pelos pais já tentava abrir os olhinhos, observando aqueles que lhe esperavam com tanta expectativa.

Nasceu linda, com os olhos puxadinhos do pai, um choro forte que logo foi cessado por carinhos, se distanciou por alguns minutos, foi se preparar para os demais curiosos que a esperavam. Enquanto tomava seu primeiro banho, a mamãe recebia os últimos cuidados e o papai ligava para os parentes avisando da sua chegada.

Assim você nasceu, mostrou ao mundo sua extrema beleza que encanta todos aqueles que a olham, seus olhos expressivos, seu sorriso constante, sua simpatia que contagia todos os ambientes. Você vai conquistar muitas coisas, vai crescer forte, cheia de saúde e poucas coisas lhe deixarão triste. Tudo isso, porque você nasceu e vai continuar sendo por toda a sua vida, muito amada.



segunda-feira, 27 de abril de 2009

Happy Hour


Esse vai pra galera animada do MURÃO: Lula, Morgana, Tauany, Karl, Ane, Guga, Poliana, Daniel, eu e Poly, fora os ilustres desconhecidos que sempre nos proporcionam boas risadas.


Fim de expediente,

Mente e corpo cansados,

Saída de carro com três

Diversão em mente.


Antes obrigação,

Últimos detalhes,

Olhar um apartamento,

Planejar a diversão.


Semáforos fechados,

Passando com pressa,

Uma parada para explicação,

E logo liberados.


Antes três,

Agora quatro,

A noite começa,

Algumas cervas e batatas.


Antes quatro,

Agora cinco,

Mais cervas,

Um novo lugar.


Antes cinco,

Agora dez,

A noite pode parar...


Que nada.

Mais cerva, amigos, bate papo e diversão,

Beijos, afagos e risadas,

Mas tudo infelizmente acaba.


Um novo dia,

E tudo a recomeçar,

Importante é ter essa turma,

Que não quer parar.



quinta-feira, 16 de abril de 2009

Ou publicitária ou Corinthiana


Isso é apaixonante!!!!

Falaram-me um dia, que eu só seria feliz com alguém um dia, se esse alguém fosse publicitário ou corinthiano. Isso me atingiu como um tiro. Será mesmo que sou tão vazio? Até então me considerava um cara até interessado, sempre gostei de música, viajei para o outro lado do mundo em busca de cultura, conheci lugares diferentes e li, li muito, mas e agora? Sou mesmo tão vazio? Foi assim que me senti, mas não consegui falar nada a não ser: - É! Pode ser...

Que papo chato deve ser o meu não é verdade? Imagine você querer conversar sobre a terra, a água e o mar e apenas escutar falar de título de 90, de uma escalação ideal para um jogo tal, ou ainda trocar idéias sobre marketing e o melhor jeito de se atingir o target. É... Acho que vou precisar rever meus conceitos, esse foi o meu primeiro pensamento.

Daí então foi pensar que realmente eu amava essas duas coisas, adoro futebol e quando se fala no meu timão, não há coisa no mundo que me desperte tanta paixão. Publicidade? Publicidade pra mim é minha vida, é o que eu faço com prazer, algo que sei que posso fazer bem feito. Uma profissão difícil, com muito trabalho, que se pensa de forma estafante e no meu caso escreve, mas escreve muito. Fazer o que? Aprendi a amar isso, gosto até mesmo do stress, adoro os desafios de ver alguém gostar ou não daquilo que fiz, é a tal da adrenalina que muita gente busca em esportes radicais, eu acabo a encontrar aqui mesmo, em frente ao computador, escrevendo...

É... Hoje, pensando melhor, tudo não passou de um elogio, afinal quem é hoje em dia que tem tanta paixão pelo que faz? Eu sou feliz com esse meu coração alvinegro. Publicitário e Corinthiano, assim como Washington Olliveto, que referência eim?

Hoje já não espero o carinho de ninguém, mas ainda sim recebo. Olha aí que coisa bacana! E quem está ao meu lado, com certeza terá o melhor de mim, até porque apesar dos pesares, eu tenho esperança de encontrar aquela pessoa ideal, mesmo que não seja publicitária e nem goste de futebol, mas acabe gostando de um cara que em tudo que faz, coloca amor de verdade!


quarta-feira, 15 de abril de 2009

A caixa Amarela e Preta


Dedicado aos amigos da Criare.

Existe uma caixa amarela e preta no bairro da Conceição. O mais engraçado é a curiosidade que ela desperta, muita gente passa por ali, algumas entram e saem e fica a pergunta do que é que funciona ali. A frente é bonita, impõe respeito, tem até alguma coisa escrita, algo do tipo Criare Comunicação, mas só mesmo quem entra e sai dali é que deve entender o que se passa realmente, no interior da misteriosa caixa amarela e preta. Pelo nome a gente deduz ser algo com criação e comunicação, sei lá de repente pode fazer coisas pra televisão, ter um monte de câmeras, cenários, atores e atrizes, tipo aqueles equipamentos enormes que configuram na rede Globo sabe? É pode ser...

Um dia, em um bar da cidade encontrei um cara que me disse ter entrado lá, muito curioso fui logo perguntando o que se passava no interior da pomposa caixa. Ele me disse que dali saia sonhos e realizações, disse que a danada da caixa tinha poderes capazes de influenciar toda a cidade, disse ainda que quem entrasse lá não ia querer mais sair. Eu assustado, perguntei que espécie de poder essa caixa tinha para deixar pessoas presas lá, e ele sem se enrolar respondeu que não era poder nenhum, que não era imposição e que ninguém ficava ali por obrigação, ficava apenas por se sentir feliz, ficava por que aquele lugar transpirava felicidade, ficava simplesmente por que se sentia bem estando ali.

Fiquei ainda mais intrigado com a peste da caixa, ficava me perguntando o que danado era isso, e resolvi descobrir sozinho. Criei coragem e fui até lá, toquei no interfone e a porta se abriu, eu estava nervoso, minhas mãos suavam e tremiam, afinal, eu não sabia o que podia encontra por lá. Uma bonita moça, de sorriso fácil, me recebeu e eu ainda nervoso não sabia dizer o que queria, disse apenas que fui ali pra conhecer, ela pegou o telefone e despejou algumas palavras, logo apareceu um rapaz de fala requintada, meio gordinho que vez por outra fazia um biquinho. Sem problemas ele começou a me explicar, mostrou-me uma sala que funcionava para reuniões, outra que era para um tal de planejamento, outra que parece que era onde a grana rolava, por traz da mesa uma simpática mulher que parecia realmente saber o que fazer, logo a frente havia uma pequena cozinha com uma figurinha que não cansava de soltar risadinhas.

Ele me convidou a subir uma escada, pensei que agora finalmente ia encontrar as câmeras da Globo, mas para minha decepção não era nada disso, apenas mais três salas e um banheiro. Viramos à esquerda e ele me mostrou uma sala chamada de mídia, lá estava uma figura de barbixa engraçada e cara de intelectual, em uma outra mesa uma “galega” de olhos expressivos que fez questão de me cumprimentar. Saímos da sala e demos de frente com uma outra, enorme, cheia de computadores e com figurinhas curiosas, um figura alto com cara de indiano que se espremia para caber na cadeira, um pouco adiante alguém que facilmente se confundiria com o “Kiko” do lendário Chaves, ainda mais a adiante um figura magro de olhar alegre que não cansava de fazer presepadas. Quando virei do outro lado, ainda vi uma figura mal encarada de cabelo encaracolado, uma simpática moça com cara de índia e um japonês desconfiado.

A visita chegou ao fim e saindo de lá, fiquei ainda mais intrigado. Afinal o que esse povo faz? Por que gostam tanto? Descobri que faziam Publicidade e Propaganda, ou seja, continuo sem entender nada! É... Nesse mundão grande de meu Deus, tem louco pra tudo!