segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

Companhia

Vou te chamar de mansinho

Pra fazer um carinho

Pensar em coisas lindas

Pra lhe encher de poesias

Cobrir você de olhares

Suspirar com seus detalhes

Vibrar com a sua chegada

E lembrar-se da madrugada

Viver de alegria

De viver

De trazer

Um pedaço de ti

Para me fazer companhia

segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

Translação

Mais uma vez, rapidamente, os 365 dias marcados por 24 horas passaram e o que há demais? O que poderíamos ressaltar realmente como relevante? O que será lembrando séculos à frente como grandes feitos da humanidade? Poucos de nos saberíamos responder não é verdade? Afinal, vivemos na era da informação, onde tudo rapidamente se propaga se expande em modo mídia social e logo se desfaz em forma de ultrapassado. A verdade é que vivemos olhando para só, e unicamente só, os nossos belíssimos e inigualáveis umbigos, com tanta coisa a ser feita das 8h às 18h, fica difícil saber se isso ou aquilo será vangloriado, glorificado salve salve em meados de 2100, 2101, 2102... Verdade? Verdade é que a era da informação é na verdade, a era do individualismo, capitalismo reinando com a gota serena e pouco, muitos poucos, mas muitos poucos mesmo, sabem o que olhar de lado. Meus Parabéns a essa minoria, meus sinceros desejos de felicidade e meu humilde desejo que não mudem, que pensem, que filosofem, que profetizem um mundo bem mais de todos.

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Sinal Vermelho

Incômodo é pensar em voltar

É querer reviver o passado

Esquecer de apreciar o presente


Lastimar é deixar de tentar

É querer o impossível

Deixar de rir da piada de hoje


Entristecer é escolher estar abaixo

É se assegurar em detalhes

Perder o desfeche da felicidade


Deprimir-se é parte da inconstância

É perder-se na solidão

Desencontrar-se com a humanidade


Negatividade é parte de todos

É a fugacidade da alegria

Perdição que faz parte da vida


Que seja um círculo

Movimento rotativo

Tudo passe e retorne

Apenas em positividade

quinta-feira, 30 de setembro de 2010

Sem sentido

Vai levando o tempo feito brisa de mar

Encanta com aroma de pétalas de rosa

Surge de uma vida inconstante e passageira

Nostálgico encanto marítimo flutuado sobre névoas brancas

Sem tempo levado como chuva de neve

Inconstantes olhos opacos e descontentes

Pressuposto de nascimento reluzente

Corpo despelado em forma de alma presente

Já conheço o bem do pensamento desconexo

Separa-se do óbvio e se faz de encanto

Sobre o aviso do descaso, o coração parado

Sobrevivência de angustia sem mundo

Ressurja vida e chame a paranóia

Com palavras sem sentido em breve

Descanso com sentido de pausa

No sentido algum

No motivo nenhum

Na coerência alguma

Nas palavras simplesmente soltas

Em um papel em branco

sábado, 5 de junho de 2010

Perdida

No momento em que eu precisava

No momento em que eu esperava

Ela faltou sem avisar

Nem mandou um sinal

Nem me alertou

Nem ao menos gritou

Apenas se ausentou

Eu ainda tentei

Tentei procurá-la em livros

Em estudos, poemas, músicas e imagens

Infelizmente não achei

Chamei-a com toda a força

Gritei, chorei me desesperei

Mas ela não chegou

Foi então que dormi

E no dia seguinte

Eis que ela chegou

Seja Bem Vinda minha bendita inspiração!