sábado, 19 de fevereiro de 2011
Dedos cruzados
sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011
Redescobrir
Disseram-me que eu precisava de um tempo para redescobrir minhas alegrias, reencontrar coisas que me davam prazer e ficaram perdidas não só no tempo, mas no intuito de ser o especial de alguém. Falaram-me na hora de juntar os cacos, prestar atenção em certas coisas que foram ficando paradas com os relacionamentos frustrados, com as conquistas perdidas, com os sentimentos despedaçados, com a dor curada nos beijos em vão que não levaram a lugar algum.
Acho que a solidão bateu mais forte, chegar em casa e não encontrar ninguém, não haver quem te ligue durante o dia, não poder compartilhar coisas boas como sonhos tidos durante a noite, o amontoado da falta foi mais forte e aparecer alguém que pudesse suprir isso, naquele momento foi necessário.
O tempo passou, momentos inesquecíveis foram vividos, mas agora, também serão deixados de lado, a ausência está voltando, a presença da ausência, o largo espaço vago deixado por cicatrizes que somente o tempo irá curar.
Mas dessa vez, tudo está diferente, não precisa mais que seja falado, percebi que o espaço vago pertence a mim, aos meus medos, aos meus vícios, aos meus erros e acertos.
segunda-feira, 24 de janeiro de 2011
Companhia
Vou te chamar de mansinho
Pra fazer um carinho
Pensar em coisas lindas
Pra lhe encher de poesias
Cobrir você de olhares
Suspirar com seus detalhes
Vibrar com a sua chegada
E lembrar-se da madrugada
Viver de alegria
De viver
De trazer
Um pedaço de ti
Para me fazer companhia
segunda-feira, 20 de dezembro de 2010
Translação
Mais uma vez, rapidamente, os 365 dias marcados por 24 horas passaram e o que há demais? O que poderíamos ressaltar realmente como relevante? O que será lembrando séculos à frente como grandes feitos da humanidade? Poucos de nos saberíamos responder não é verdade? Afinal, vivemos na era da informação, onde tudo rapidamente se propaga se expande em modo mídia social e logo se desfaz em forma de ultrapassado. A verdade é que vivemos olhando para só, e unicamente só, os nossos belíssimos e inigualáveis umbigos, com tanta coisa a ser feita das 8h às 18h, fica difícil saber se isso ou aquilo será vangloriado, glorificado salve salve em meados de 2100, 2101, 2102... Verdade? Verdade é que a era da informação é na verdade, a era do individualismo, capitalismo reinando com a gota serena e pouco, muitos poucos, mas muitos poucos mesmo, sabem o que olhar de lado. Meus Parabéns a essa minoria, meus sinceros desejos de felicidade e meu humilde desejo que não mudem, que pensem, que filosofem, que profetizem um mundo bem mais de todos.
terça-feira, 7 de dezembro de 2010
Sinal Vermelho
Incômodo é pensar em voltar
É querer reviver o passado
Esquecer de apreciar o presente
Lastimar é deixar de tentar
É querer o impossível
Deixar de rir da piada de hoje
Entristecer é escolher estar abaixo
É se assegurar em detalhes
Perder o desfeche da felicidade
Deprimir-se é parte da inconstância
É perder-se na solidão
Desencontrar-se com a humanidade
Negatividade é parte de todos
É a fugacidade da alegria
Perdição que faz parte da vida
Que seja um círculo
Movimento rotativo
Tudo passe e retorne
Apenas em positividade
quinta-feira, 30 de setembro de 2010
Sem sentido
Vai levando o tempo feito brisa de mar
Encanta com aroma de pétalas de rosa
Surge de uma vida inconstante e passageira
Nostálgico encanto marítimo flutuado sobre névoas brancas
Sem tempo levado como chuva de neve
Inconstantes olhos opacos e descontentes
Pressuposto de nascimento reluzente
Corpo despelado em forma de alma presente
Já conheço o bem do pensamento desconexo
Separa-se do óbvio e se faz de encanto
Sobre o aviso do descaso, o coração parado
Sobrevivência de angustia sem mundo
Ressurja vida e chame a paranóia
Com palavras sem sentido em breve
Descanso com sentido de pausa
No sentido algum
No motivo nenhum
Na coerência alguma
Nas palavras simplesmente soltas
Em um papel em branco