segunda-feira, 27 de abril de 2009

Happy Hour


Esse vai pra galera animada do MURÃO: Lula, Morgana, Tauany, Karl, Ane, Guga, Poliana, Daniel, eu e Poly, fora os ilustres desconhecidos que sempre nos proporcionam boas risadas.


Fim de expediente,

Mente e corpo cansados,

Saída de carro com três

Diversão em mente.


Antes obrigação,

Últimos detalhes,

Olhar um apartamento,

Planejar a diversão.


Semáforos fechados,

Passando com pressa,

Uma parada para explicação,

E logo liberados.


Antes três,

Agora quatro,

A noite começa,

Algumas cervas e batatas.


Antes quatro,

Agora cinco,

Mais cervas,

Um novo lugar.


Antes cinco,

Agora dez,

A noite pode parar...


Que nada.

Mais cerva, amigos, bate papo e diversão,

Beijos, afagos e risadas,

Mas tudo infelizmente acaba.


Um novo dia,

E tudo a recomeçar,

Importante é ter essa turma,

Que não quer parar.



quinta-feira, 16 de abril de 2009

Ou publicitária ou Corinthiana


Isso é apaixonante!!!!

Falaram-me um dia, que eu só seria feliz com alguém um dia, se esse alguém fosse publicitário ou corinthiano. Isso me atingiu como um tiro. Será mesmo que sou tão vazio? Até então me considerava um cara até interessado, sempre gostei de música, viajei para o outro lado do mundo em busca de cultura, conheci lugares diferentes e li, li muito, mas e agora? Sou mesmo tão vazio? Foi assim que me senti, mas não consegui falar nada a não ser: - É! Pode ser...

Que papo chato deve ser o meu não é verdade? Imagine você querer conversar sobre a terra, a água e o mar e apenas escutar falar de título de 90, de uma escalação ideal para um jogo tal, ou ainda trocar idéias sobre marketing e o melhor jeito de se atingir o target. É... Acho que vou precisar rever meus conceitos, esse foi o meu primeiro pensamento.

Daí então foi pensar que realmente eu amava essas duas coisas, adoro futebol e quando se fala no meu timão, não há coisa no mundo que me desperte tanta paixão. Publicidade? Publicidade pra mim é minha vida, é o que eu faço com prazer, algo que sei que posso fazer bem feito. Uma profissão difícil, com muito trabalho, que se pensa de forma estafante e no meu caso escreve, mas escreve muito. Fazer o que? Aprendi a amar isso, gosto até mesmo do stress, adoro os desafios de ver alguém gostar ou não daquilo que fiz, é a tal da adrenalina que muita gente busca em esportes radicais, eu acabo a encontrar aqui mesmo, em frente ao computador, escrevendo...

É... Hoje, pensando melhor, tudo não passou de um elogio, afinal quem é hoje em dia que tem tanta paixão pelo que faz? Eu sou feliz com esse meu coração alvinegro. Publicitário e Corinthiano, assim como Washington Olliveto, que referência eim?

Hoje já não espero o carinho de ninguém, mas ainda sim recebo. Olha aí que coisa bacana! E quem está ao meu lado, com certeza terá o melhor de mim, até porque apesar dos pesares, eu tenho esperança de encontrar aquela pessoa ideal, mesmo que não seja publicitária e nem goste de futebol, mas acabe gostando de um cara que em tudo que faz, coloca amor de verdade!


quarta-feira, 15 de abril de 2009

A caixa Amarela e Preta


Dedicado aos amigos da Criare.

Existe uma caixa amarela e preta no bairro da Conceição. O mais engraçado é a curiosidade que ela desperta, muita gente passa por ali, algumas entram e saem e fica a pergunta do que é que funciona ali. A frente é bonita, impõe respeito, tem até alguma coisa escrita, algo do tipo Criare Comunicação, mas só mesmo quem entra e sai dali é que deve entender o que se passa realmente, no interior da misteriosa caixa amarela e preta. Pelo nome a gente deduz ser algo com criação e comunicação, sei lá de repente pode fazer coisas pra televisão, ter um monte de câmeras, cenários, atores e atrizes, tipo aqueles equipamentos enormes que configuram na rede Globo sabe? É pode ser...

Um dia, em um bar da cidade encontrei um cara que me disse ter entrado lá, muito curioso fui logo perguntando o que se passava no interior da pomposa caixa. Ele me disse que dali saia sonhos e realizações, disse que a danada da caixa tinha poderes capazes de influenciar toda a cidade, disse ainda que quem entrasse lá não ia querer mais sair. Eu assustado, perguntei que espécie de poder essa caixa tinha para deixar pessoas presas lá, e ele sem se enrolar respondeu que não era poder nenhum, que não era imposição e que ninguém ficava ali por obrigação, ficava apenas por se sentir feliz, ficava por que aquele lugar transpirava felicidade, ficava simplesmente por que se sentia bem estando ali.

Fiquei ainda mais intrigado com a peste da caixa, ficava me perguntando o que danado era isso, e resolvi descobrir sozinho. Criei coragem e fui até lá, toquei no interfone e a porta se abriu, eu estava nervoso, minhas mãos suavam e tremiam, afinal, eu não sabia o que podia encontra por lá. Uma bonita moça, de sorriso fácil, me recebeu e eu ainda nervoso não sabia dizer o que queria, disse apenas que fui ali pra conhecer, ela pegou o telefone e despejou algumas palavras, logo apareceu um rapaz de fala requintada, meio gordinho que vez por outra fazia um biquinho. Sem problemas ele começou a me explicar, mostrou-me uma sala que funcionava para reuniões, outra que era para um tal de planejamento, outra que parece que era onde a grana rolava, por traz da mesa uma simpática mulher que parecia realmente saber o que fazer, logo a frente havia uma pequena cozinha com uma figurinha que não cansava de soltar risadinhas.

Ele me convidou a subir uma escada, pensei que agora finalmente ia encontrar as câmeras da Globo, mas para minha decepção não era nada disso, apenas mais três salas e um banheiro. Viramos à esquerda e ele me mostrou uma sala chamada de mídia, lá estava uma figura de barbixa engraçada e cara de intelectual, em uma outra mesa uma “galega” de olhos expressivos que fez questão de me cumprimentar. Saímos da sala e demos de frente com uma outra, enorme, cheia de computadores e com figurinhas curiosas, um figura alto com cara de indiano que se espremia para caber na cadeira, um pouco adiante alguém que facilmente se confundiria com o “Kiko” do lendário Chaves, ainda mais a adiante um figura magro de olhar alegre que não cansava de fazer presepadas. Quando virei do outro lado, ainda vi uma figura mal encarada de cabelo encaracolado, uma simpática moça com cara de índia e um japonês desconfiado.

A visita chegou ao fim e saindo de lá, fiquei ainda mais intrigado. Afinal o que esse povo faz? Por que gostam tanto? Descobri que faziam Publicidade e Propaganda, ou seja, continuo sem entender nada! É... Nesse mundão grande de meu Deus, tem louco pra tudo!




terça-feira, 14 de abril de 2009

Caminhar...


Foto de Euriko dos Santos Yogi

O filme enfim terminou as últimas lagrimas caíram do seu rosto e aflito com seus sentimentos ele resolveu andar. Saiu pela porta do shopping e a cidade ainda estava movimentada, em frente havia um skate park e na esperança de encontrar um rosto amigo foi em sua direção, mas só havia alguns garotões, em seus patins e skates faziam das manobras o ápice do prazer.

Preferiu então continuar andando, passou então em outro pequeno shopping que havia na mesma avenida, olhou com desconfiança e reparou em jovens rostos que se esbaldavam em goles de cerveja, encontrando um momento raro de alegria. Não parou e com a certeza de que aquele não era o seu lugar continuou a andar, atravessou a avenida que separa o shopping da calçadinha e ali estava o mar, que lhe levou a brisa no rosto e lhe encheu de calmaria.

Mais a frente viu uma pequena banca e nela comprou uma cerveja, cada gole parecia lhe renovar, era algo mais intenso que a embriagues, a bebida parecia ter lhe atingido a alma, tirou do bolso sua carteira de cigarros e mais uma vez pensou que essa seria a última, puxou um “branquinho”, ascendeu e cada trago parecia ser o primeiro.

A noite clara pela lua estava perfeita, a maré baixa com jovens jogando bola e na calçadinha ninguém. Para ele isso estava muito bom, continuou a andar até que a cerveja chegou ao seu fim e o cigarro alcançou o filtro. A essa altura sua camisa já pregava na pele por conta do suor que estava em seu corpo, novos rostos iam aparecendo no meio da noite, rostos felizes e desconhecidos. Sua caminhada já não lhe dava prazer, ele não queria mais andar, queria apenas chegar.

Sentou em frente ao mar e refletiu. Chegou à conclusão que sua caminhada tinha sido quase um túnel do tempo. Ele tinha vivido tudo aquilo que havia visto, mas isso já era passado. Hoje ele já tem uma filha linda e a ama como nunca foi capaz de amar ninguém. Tem um emprego que o realiza e faz planos para o futuro. É... Ele cresceu! Ele se levantou e sorriu, levantou as mãos ao céu e agradeceu. Afinal, no skate park ele pensava em ser alguém, no shopping ele pensava em ser alguém, jogando bola na praia ele pensava em ser alguém, e até mesmo fumando um cigarro na praia ele pensava em ser alguém. E hoje... Ele já tem um caminho percorrido e está muito perto de ser alguém!


Um pastel de rapadura!



Creio que todo brasileiro têm sua história de multi miscigenação, seja na Europa, na África ou no oriente, cada um se sente um pouco estrangeiro. Comigo isso é forte, os olhos puxados não me deixam esquecer meus ancestrais. E não bastasse os traços desse povo japonês que ressurgiu das cinzas, ainda sou acrescido da força nordestina. No fim das contas, como diria um amigo antigo, um pastel de rapadura pronto para a vida.

Com a vida iniciada em São Paulo, levo traços do estado da Paraíba que me recebeu ainda jovem e me ensinou que a vida pode ser sempre melhor. Mas as raízes me chamaram, e acabei por traduzir em realidade o sonho de ser japonês, ou pelo menos sentir o que é ser... Se foi bom? Foi “arretado”! Mas como diz o meu pai, a gente só consegue ser feliz de fato, no nosso lugar, e o meu lugar eu já descobri!

Nordeste, meu nordeste, não nasci por aqui, mas sou parte dessa terra, dessa Paraíba acolhedora e apaixonante!

É isso o que eu sou, um paulista nordestino com cara de japonês que encontrou na Publicidade, a melhor maneira de trabalhar feliz!

Muito Prazer! Sou simplesmente eu. Masao. Junior. Japa. Paraíba. Depende de onde você me conheceu ou vai conhecer.