quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

Anúncios de 1971 - 1ª edição do Jornal da Paraíba

Hoje, tive de fazer uma pesquisa no arquivo do Jornal da Paraíba e achei essas relíquias:









terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

Frase Premiada concurso cultural da folha centenário do Timão


“Dia 1º de setembro uma nação vai vibrar, vai ser mais lindo que um gol de placa, mais emocionante do que ser campeão, é o Corinthians marcando seus 100 anos de tradição!”

Talvez

Talvez a vida seja mais leve do que a gente pensa, talvez nada seja tão difícil quanto pareça, talvez não seja nada de errado só fora do lugar, talvez a solidão seja o melhor caminho, talvez ficar em meio a multidões seja a solução, talvez trabalhar muito resolva tudo, talvez trabalhar menos é que traga a felicidade, talvez o lugar não seja o certo, talvez o momento não seja o adequado, talvez não esteja certo, talvez devesse se cobrar menos, talvez seja alguém, talvez não seja ninguém, talvez seja a escuridão, talvez seja a claridade, talvez seja a falta de objetividade, talvez seja a falta de planejamento, talvez fosse eu, talvez fosse você. É... Talvez!

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

Ponto de vista

Todo mundo o conhecia, era o relógio marcar dez horas e lá vinha seu Zé descendo a rua com uma latinha de cerveja nas mãos, e outras duas na sacola. Bêbado, vagabundo, desocupado, desordeiro. Não faltavam adjetivos para o homem magro, de barba mal feita, olheiras visíveis e de andar totalmente pacato. Embora vivesse naquela rua há anos, ninguém o conhecia de fato, sua casa era um mistério, ninguém jamais havia passado do portão, seu nome era conhecido apenas pelo fato de vez por outra, uma correspondência ser entregue por engano no vizinho, que colocava os envelopes na caixinha de correio sem querer papo, enojado e amedrontado pelo aspecto sujo e largado do morador da casa ao lado.

Seu Zé havia chegado ali anos atrás, a mudança chegou e só se escutava alguns barulhos de marteladas como se algo fosse pregado, mas poucas pessoas o viam fora daquele sagrado horário das dez da manhã, da descida da rua e das latinhas de cerveja nas mãos e na sacola. Havia pessoas a dizer que era um ex-presidiário, outras comentavam ser um aposentado, talvez por invalidez, já que sua aparência não demonstrava idade igual ou superior a sessenta anos, outras simplesmente o chamavam de vagabundo. De certo apenas o fato daquele homem despertar imensa curiosidade e maldosos falatórios.

Certo dia dois curiosos jovens resolveram conhecer melhor seu Zé, fingiram ser pessoas envolvidas com pesquisa e com esse pretexto bateram na misteriosa casa, se apresentaram como funcionários do IBGE e pediram um minuto da atenção do mórbido homem, que educadamente atendeu sem pestanejar. Os jovens foram convidados a entrar e tiveram imensa surpresa ao ver uma casa bem arrumada, norteada por um agradável perfume de flores. Em uma das paredes havia diversas fotos que formavam um mural. Meio confusos por conta da mentira, os dois curiosos falaram que apenas precisavam verificar o estado das construções das casas existentes naquela rua, e seu Zé quase imutável na presença dos estranhos, apenas disse que estava terminando sua cerveja e depois iria descansar um pouco, pediu então que ao terminarem o chamassem com batidas na porta do seu quarto.

Empolgados com a oportunidade, os dois bisbilhoteiros começaram a vasculhar coisas que indicassem fatos da vida do homem, nas fotos na parede uma linda mulher com três saudáveis crianças em situações corriqueiras como almoços, em brincadeiras na cama, se divertindo ou simplesmente sorrindo. Em uma gaveta acharam duas alianças e uma carta de despedida, onde alguém escrevia que estava indo embora, que não agüentava mais aquela vida, que queria encontrar novamente a diversão, que queria a chance de novamente poder viver. Os jovens liam a carta com extrema atenção quando foram surpreendidos por Zé, que de forma mansa explicou, que as fotos eram de sua família, que a carta era de sua ex-esposa, que o abandonou sem deixar notícias, nem dela nem de seus filhos, contou-lhes também que bebia três cervejas por dia, uma por cada filho na tentativa de amenizar uma dor que jamais o deixaria, falou ainda, que pela mulher reservava todo o dia e ficava em casa na esperança de sua volta, para isso largou sua vida de bancário e vive como guarda noturno, escondendo nas obscuras noites toda a sua dor, toda a sua solidão.

Hoje, quando perguntados sobre o homem, os jovens apenas dizem que ali mora o Zé, o cara que se perdeu nos caminhos da vida.

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

Marininha



A mais linda menininha,

seu nome é Marininha.

Fica toda animadinha,

quando vê uma comidinha


Vai pra escolinha,

toda arrumadinha.

Quer mais brincadeirinha,

não fica paradinha.


Gosta da prainha,

bebendo muita aguinha,

gosta também de piscininha,

pra brincar com a bolinha,


E quando chega de noitinha

fica toda cansadinha

e com sua camisolinha,

descansa na caminha.



segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

História

Faça uma história

Com início, meio e fim

Coloque ação, amor e melodia

Mostre poesia, mostre também o horror

No contexto do tempo

Mostre-me também o espaço

Descreva as cenas

Monte os diálogos

Recorra à memória

Ou mesmo a imaginação

Recorte pesadelos

Cole sonhos

Esse filme vai ser seu

A cena é sua

E o final só depende

Do que você está sentindo

Se feliz ou triste

É você que compõe

Afinal isso

Nada mais é

Que a sua vida

Labuta

Voltar com sede

Sede de quem não bebe há dias

Voltar com fome

Fome de quem não come há dias

Criar com vontade

Vontade de tudo aquilo que se faz com paixão

Escrever uma infinidade de palavras

Palavras com o amor de um talentoso poeta

Os amigos abraçar

Abraços com a doçura de uma criança

Seu lugar encontrar

Encontrar aquilo que você sabia não ter perdido

É o local de trabalho

Trabalho que me faz sentir assim

Vivo e cheio de prazer

Prazer de quem faz o que gosta

O insano é sentir o peito bater de felicidade

Felicidade explicita durante o dia

Dia feito de horas

Horas acrescidas de alegria

Alegria contemplada com gargalhadas

E na minha mesa estou

Cheio das ideias das férias

Férias que acabaram

O trabalho recomeçou

Foi felicidade que acabou

Foi felicidade que recomeçou