sexta-feira, 9 de outubro de 2009

E aí Campina Grande? Vai fazer o que hoje?



Esse assunto é fácil de aparecer em mesa de bar, principalmente em Campina Grande, quem mora aqui com certeza se identificará. Começa quando você está combinando de fazer alguma coisa com alguém, e a conversa começa mais ou menos assim: - E aí? O que vamos fazer hoje? – Ah sei lá, a cidade não oferece muitas opções. E aí vai... E não faltam exemplos, e se a gente estivesse em João Pessoa, Recife, São Paulo, Nova York, Tóquio... Pois é, talvez tivessem mais opções.

Eu sou paulista, nasci na terra da garoa, cheguei à Paraíba no ano de 1997, tinha 14 anos, era um menino, daqueles que adoravam vídeo game, empinar pipa e jogar bola no asfalto usando sandálias havaianas para fazer as traves do golzinho. Morar em João Pessoa era como viver eternamente de férias, pois ir à praia morando em São Paulo era coisa de um feriado hiper prolongado, quando meus pais tinham um dinheiro guardado, ou seja, coisa muito rara mesmo. Cresci em jampa, vinha à Campina eventualmente, pois tinha algumas tias que moravam por aqui, e toda visita a Borborema era agradável, pois minhas queridas tias me enchiam de guloseimas, enquanto encontrava os primos que tinham a mesma idade que eu para fazer aquela festa.

Anos depois ainda passei um tempo no exterior, conheci mais uma porção de fronteiras que despertavam meu interesse. Voltei pra jampa e por conta do aparecimento da coisa mais linda da minha vida (minha filhinha Marina), vim morar na rainha da Borborema. Com o tempo fui percebendo o amor pelo futebol, conheci o galo e a raposa que me lembravam muito o meu CORINTHIANS (em caixa alta mesmo, pra destacar meu amor) contra as porcas (palmeiras), lá pelos lados de sampa. Na faculdade fiz poucos, mas grandes amigos que me acompanham até hoje, consegui um estágio para trabalhar com a minha grande paixão e a partir dele as coisas foram acontecendo. Minha filhinha nasceu na clinica Santa Clara, aquela que fica em frente ao estadual da prata, quem é de campina com certeza sabe, muita coisa mudou, e hoje já são 2 anos e 6 meses de Campina Grande.

Agora, perto do aniversário dessa cidade, sinto um grande desejo de falar o quanto me fez bem conhecer esse lugar, já chorei, já sorri, já amei, já detestei, já bebi além da conta, passei vergonha, já fui criticado e elogiado, já cai, já levantei, já fiz tudo aquilo que um ser humano se reserva ao direito de fazer. E se me perguntarem, e aí vai fazer o que hoje? Tenho uma boa reposta pra dar: - Vou viver, vou curtir com grandes amigos, vou fazer um pouco mais da minha história, tentando ser feliz nesse lugar que me abriu as portas, me deu oportunidades e me deixa ver a vida de uma maneira tão mais leve. Sei que não sou daqui, mas espero um dia deixar um pedaço de mim na história desse lugar, assim como levar um pouco daqui a cada lugar por onde eu passar.

Parabéns Campina Grande.

2 comentários:

  1. Com certeza, meu velho, Campina ganhou muito com sua chegada. São pequenas historias que marcam grandes memórias como o dia do Pittsburg, Tenebra, e, cruzando as fronteiras de CG, o lendário Rock Bar.
    Fico feliz em ver como vc se adaptou nessa terrinha e, como natural daqui, desejar q sua estadia nela dure o suficiente pra q possa receber de volta toda simpatia e carisma que vc distribui p os que lhe cercam.
    sou seu fã, japa vei.
    abraços

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  2. Valeu Masao... Mais um ótimo texto! Mas não vou elogiar muito pq vc não é daqui!
    Espero já ter entrado na sua lista de amigos.

    Um Abraço.

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